domingo, 29 de novembro de 2009

Insuficiência Renal Crônica, Diabetes & Hipertensão arterial



Insuficiência renal crônica


Em geral, o resultado final de destruição de tecido e perda de função renal gradativas
Pode também resultar de uma doença de início súbito e progressão rápida
Poucos sintomas ocorrem até que restem menos de 25% da filtração glomerular
O parênquima normal se perde com rapidez
Os sintomas se acentuam com a diminuição da função renal
A doença é fatal sem tratamento
Diálise ou um transplante renal podem manter a vida

Causas

Doença glomerular
Infecção crônica
Anomalias congênitas
Doença vascular
Obstrução

Como ocorre

Em geral progride em quatro estágios: insuficiência renal leve, moderada, grave e terminal
A lesão dos néfrons é progressiva
Os rins mantém a função relativamente normal até a perda de cerca de 75% dos néfrons
A excreção compensatória continua com a diminuição da taxa de filtração glomerular
A urina pode conter quantidades anormais de proteínas, hemácias e leucócitos ou cilindros
Os níveis de creatinina aumentam sem ajuste regulatório
Lesão intersticial tubular é provoca por tóxicos ou por isquemia, como na necrose tubular aguda
As alterações estruturais desencadeiam uma resposta inflamatória
Com a evolução, os néfrons saudáveis são tão sobrecarregados que ficam escleróticos, rígidos e necróticos.

Conseqüências extra-renais

Hipertensão arterial
Ruídos cardíacos irregulares e abafados
Estertores bilaterais nas bases dos pulmões
Edema periférico
Redução da atividade dos macrófagos

Diminuição dos ruídos respiratórios
Respiração de Kussmaul
Mucosa digestória inflamada e ulcerada
Estomatite
Hálito urêmico
Pancreatite na insuficiência renal terminal
Desnutrição

Sinais e sintomas básicos

Hipervolemia
Uremia
Dor muscular e óssea, fraturas
Neuropatia periférica, alteração do estado mental
Boca seca, fadiga, náuseas, hipotensão arterial
Contraturas musculares
Irritabilidade cardíaca
Trombocitopenia
Pele amarelo-bronzeada
Infertilidade
Diminuição da libido
Amenorréia

Complicações

Anemia
Neuropatia periférica
Complicações cardiopulmonares
Complicações gastrintestinais
Disfunção sexual
Defeitos esqueléticos
Parestesias
Fraturas patológicas
Disfunção nervosa motora

Diagnóstico

Diminuição do ph e do bicarbonato arterial
Níveis baixos de hemoglobina e hematrócito
Diminuição da sobrevida de hemácias
Trombocitopenia discreta
Defeitos plaquetários
Níveis plasmáticos elevados de uréia , creatinina, sódio e potássio
a biopsia renal revela a doença subjacente

Tratamento

Tratamento dietético: A terapia nutricional no tratamento conservador visa o seguinte: atenuar as manifestações clínicas da síndrome urêmica, principalmente os sintomas gastrintestinais; auxiliar no tratamento das complicações metabólicas conseqüentes da redução da taxa de filtração glomerular, como hipertensão arterial, hiperfosfatemia, hipercalemia, acidose metabólica e resistência á insulina; lentificar o ritmo de progressão da DRC; previnir ou retardar o desenvolvimento de doenças cardiovascularese, com terapia nutricional, manter e/ou recuperar o estado nutricional.
A redução dos alimentos fontes de proteína constitui a principal manipulação dietética utilizada para atender a maioria dos objetivos citados. Os benefícios da diminuição de proteínas da dieta sobre a sintomatologia urêmica já são conhecidos há mais de meio século.
Tratamento medicamentoso
Suplementos de ferro e folato
Transfusões de hemácias
Estrogênios conjugados
Diálise
Pericardiocentese de emergência
Cirurgia para tamponamento cardíaco
Diálise peritoneal ou hemodiálise
Transplante renal




Diabetes Melito

Distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia resultante de falta de insulina ou de falta de efeito da insulina
Três tipos gerais: tipo 1, tipo 2 e diabetes gestacional
O tipo 1 ocorre antes dos 30 anos de idade
O tipo 2 ocorre em adultos obesos após 40 anos de idade

Causas

A etiologia do diabetes do tipo 1 e do tipo 2 é desconhecida
Fatores genéticos podem ter um papel no aparecimento da doença
Doença auto- imune e infecções virais podem ser fatores de risco para o tipo 1
Obesidade
Estresse fisiológico e emocional
A gravidez provoca ganho de peso e aumento dos níveis de hormônios que se antagonizam com a insulina
Alguns medicamentos se antagonizam com os efeitos da insulina

Como ocorre

Tipo 1
Um evento desencadeante em uma pessoa suscetível provoca a produção de auto- anticorpos contra as células beta do pâncreas
Diminuição e carência de secreção de insulina
A deficiência de insulina causa hiperglicemia, lipólise e catabolismo de proteínas
Características ocorrem quando mais de 90% das células beta foram destruídas
Tipo 2
Secreção deficiente de insulina, produção diminuída de glicose no fígado ou insensibilidade dos receptores da insulina
Fatores genéticos são significativos
Inicio acelerado por obesidade e por vida sedentária
Gestacional
Mulher sem diagnóstico anterior de diabetes mostra intolerância á glicose durante a gravidez
Pode ocorrer se hormônios placentários se antagonizam com a insulina
Fator de risco para ocorrência futura de diabetes melito do tipo 2

Sinais e sintomas básicos

Poliúria e polidipsia
Anorexia ou polifagia
Cefaléias, fadiga, letargia, redução dos níveis de energia
Cãibras, irritabilidade, labilidade emocional
Alterações da visão
Insensibilidade e formigamento

Complicações

Cetoacidose e coma hiperosmolar
Doenças cardiovasculares
Doença vascular periférica
Retinopatia
Nefropatia


Diagnóstico

Em homens adultos e mulheres não grávidas

Nível de glicose plasmática em jejum de 126mg/dl ou mais em pelo menos duas ocasiões
Documentação mostrando sintomas típicos de diabetes melito não-contolado
Dosagem de glicose plasmática aleatória de 200mg/dl ou mais
Níveis de glicose plasmática de 200mg/dl ou mais 2 horas após a ingestão de 75g de dextrose
Pesquisa de cetonas no exame de urina e a dosagem de hemoglobina glicosilada

Tratamento

Tipo 1
Reposição de insulina
Planejamento de refeições individualizadas
Exercícios


Tipo 2
Antidiabéticos orais
Planejamento de refeições individualizadas
Manutenção do peso corporal adequado
Gestacional
Dieta individualizada
Injeções de insulina, se necessário
Aconselhamento pós-parto, exercícios regulares, prevenção de ganho de peso


Hipertensão arterial

Elevação da pressão arterial diastólica ou sitólica
Dois tipos: essencial e secundária
Causa importante de acidente vascular encefálico, doença cardíaca e insuficiência renal
O risco aumenta com a idade; é maior em negros do que em brancos

Causas

Hipertensão primária


Apnéia do sono
Diabetes melito
Raça
Fumo
Consumo excessivo de álcool
Obesidade


Hipertensão secundária



Coarctação da aorta
Estenose de artéria renal
Doença parenquimatosa renal
Traumatismo craniano
Gravidez
Anticoncepcionais orais



Como ocorre

Hipertensão primária



Aumento da resistência vascular periférica por fatores que aumentam a viscosidade do sangue ou diminuem o lúmen das artérias
Alterações no leito arteriolar provocam aumento da resistência vascular periférica
Aumento de volume sanguíneo resultante de disfunção renal ou hormonal
Espessamento das arteríolas causado por fatores genéticos
Liberação anormal de renina, resultando em formação de angiotensina II
Aumento de carga de trabalho cardíaca, porque aumenta a resistência á ejeção ventricular esquerda
Hipertrofia do ventrículo esquerdo, elevando o trabalho e as necessidades de oxigênio do miocárdio
Dano vascular, provocando aterosclerose acelerada e lesão de órgãos


Hipertensão secundária



Lesão renal por doença renal crônica interfere com sistemas, provocando aumento da pressão arterial
Aldosteronismo primário
Feocromocitoma aumenta a pressão arterial


Sinais e sintomas básicos

Com freqüência assintomática
Cefaléia occipital
Náuseas e vômitos
Epistaxe
Tonteiras
Sopros



Complicações

Crise hipertensiva
Doença arterial periférica
Aneurisma dissecante da aorta
Infarto do miocárdio
Insuficiência cardíaca

Diagnóstico

Medidas seriadas da pressão arterial
Exame de urina
Elevação da uréia e da creatinina no sangue
Hipocalemia
Policitemia

Tratamento

Hipertensão primária



Perda de peso
Restrição de sal na dieta
Atividade física
Moderação no consumo de álcool
Plano de alimentação DASH ( medidas dietéticas para evitar hipertensão )
Diuréticos tiazídicos
Anti-hipertensivos
Bloqueadores beta-adrenérgicos
Bloqueadores do canal de cálcio


Hipertensão secundária



Administração parenteral de um vasodilatador ou inibidor adrenérgico.

Modificação do estilo de vida no controle da hipertensão

Redução do peso corporal – Manter o peso corporal na faixa de índice de massa corporal entre 18,5-24,9Kgm2.
Adoção do plano alimentar - Consumo de dieta rica em frutas, vegetais e baixo conteúdo de gordura total saturada
Redução dietética de sódio – Redução da ingestão diária de sódio dietético para não mais do que 100mEq ( 2,4g de sódio ou 6g de cloreto de sódio )
Atividade física – Prática regular de atividade física aeróbica por 30min na maioria dos dias da semana
Moderação no consumo de bebidas alcoólicas – Limitar o consumo diário para 30 ml de etanol para homens e 15 ml para mulheres.

Referências Bibliográficas:

Tratado de Alimentação e Nutrição e Dietoterapia, Sandra M. Chemin S. da Silva, Joana D´Arc Pereira Mura, Editora Roca.
Fisiopatologia, Práxis Enfermagem, Editora LAB.