segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Tortinhas de Abobrinha- Receita para hipertensos



Ingredientes:


Para a massa:

400 g. de farinha de trigo peneirada

80g. de creme vegetal "light"

02 de clara de ovos

01 colher de vinagre branco Leite desnatado (se necessário)


Para o recheio:

04 abobrinhas verdes

01 de cebola grande

01 de dente de alho

02 de colheres de sopa de azeite

02 de tomates picados sem casca e sem sementes

02 colheres de sopa de ricota amassada noz moscada e pimenta em pó a gosto

02 claras de ovos óleo vegetal para untar leite desnatado para pincelar

½ colher de requeijão light sem sal


Preparo:


Massa: Peneire a farinha e junte o creme vegetal com as pontas dos dedos até conseguir fazer grânulos. Bata as claras, misture-as com o vinagre e junte o granulado de farinha, mexendo bem até ficar uma massa homogênea, acrescente leite desnatado se necessário for, leve à geladeira e deixe repousar por 15 minutos


Recheio e Cobertura: Lave as abobrinhas, retire as tampinhas das duas extremidades e raspe a pele com uma faca.

Corte-as em quatro e depois em tirinhas.Em uma panela, coloque o azeite, o alho e a cebola, frite um pouco e logo após coloque as abobrinhas, mexa e desligue o fogo tão logo elas fiquem macias, escorra bem e deixe esfriar. Depois de fria, coloque os tomates, as claras, a ricota, a pimenta e a noz moscada. Divida a massa em 08 pedaços e forre forminhas caneladas depois de untadas c/ o óleo vegetal. Fure com um garfo o fundo de cada tortinha e por cima passe o requeijão. Depois, junte todos os recortes da massa em superfície enfarinhada e corte em tirinhas finas com a carretilha. Coloque o recheio de abobrinhas em cada torta e gradeie com as tirinhas, pincele-as com leite desnatado, salpique se quiser com páprica doce e asse em forno pré aquecido (220ºC) por vinte minutos. Sirva as tortinhas frias, de preferência.


(Rendimento 04 porções, 02 unds./per capta)


Referência:


Bolo diet de Laranja com Nozes e sem glúten


Ingredientes:

MASSA:

4 colheres (sopa) maisena
4 ovos
3 colheres (sopa) suco de laranja
4 colheres (sopa) adoçante para forno e fogão
1 colher (sopa) fermento em pó
½ xícara de uvas passas
½ xícara de nozes picadas

Cobertura:

½ lata de creme de leite batido no liquidificador
1 colher (sopa) maisena
1 copo de leite desnatado
1 colher (sopa) adoçante para forno e fogão

Modo de preparo:

MASSA: Bata as claras em neve e depois acrescente o adoçante. Junte os demais ingredientes. Por último, coloque o fermento em pó. Tire a massa da batedeira e acrescente levemente as nozes picadas e as passas.

COBERTURA: Bata no liquidificador todos os ingredientes e, em seguida, leve ao fogo mexendo até engrossar.Não esqueça: enfeite o bolo com nozes inteiras.

* ESTA RECEITA NÃO CONTÉM GLÚTEN.PORTANTO, PODE SER CONSUMIDA POR PORTADORES DE DOENÇA CELÍACA.

Rendimento: 850 g (14 fatias médias)Peso da porção: 60 g
Valor calórico da porção: 112 kcal
Carboidratos: 12 g
Proteínas: 3,7 g
Lipídeos: 5,5 g

Fonte:

http://www.adj.org.br/site/receitas_read.asp?id=8

Acidente vascular encefálico




É uma interrupção súbita da circulação cerebral em um ou mais vasos sanguíneos que interrompe ou diminui o suprimento de oxigênio e causa lesão grave ou necrose dos tecidos cerebrais. O prognóstico é melhor quando há restauração rápida da circulação, 50% dos sobreviventes permanecem com incapacidades permanentes. Embora acidentes vasculares encefálicos ocorram em pessoas mais jovens, a maioria ocorre após os 65 anos de idade.
O acidente vascular encefálico em geral resulta de trombose, embolia ou hemorragia cerebral, tendo como fatores de risco a hipertensão arterial, diabetes e vida sedentária. Dentre os acidentes vascular encefálico existem os isquêmicos (trombóticos), isquêmico (embólico), isquêmico (lacunar) e hemorrágico.
Um acidente vascular encefálico em um hemisfério causa sinais e sintomas do lado oposto do corpo, um acidente vascular encefálico que lesa os nervos cranianos afeta estruturas do mesmo lado do infarto, causando fraqueza unilateral de membros, dificuldades da fala, insensibilidade de um lado, cefaléia, distúrbios visuais etc. O tratamento se faz com hiperventilação, diuréticos osmóticos, corticosteróides, emolientes fecais, tratamento anticoagulante, agentes antiplaquetários. Quanto a dieta não apresenta tratamento especifico, sendo necessário observar a aceitação do paciente e a dificuldade de deglutir tendo uma dieta leve ou pastosa dependendo das condições do paciente.


Referências:



Tratado de Alimentação e Nutrição e Dietoterapia, Sandra M. Chemin S. da Silva, Joana D´Arc Pereira Mura, Editora Roca.
Fisiopatologia, Práxis Enfermagem, Editora LAB.

Encefalopatia hepática


A encefalopatia hepática, um conjunto de distúrbios do sistema nervoso central, ocorre quando o fígado não pode mais detoxificar o sangue. Disfunção hepática e veias colaterais que desviam o sangue para a circulação sistêmica sem passar pelo fígado permitem a circulação livre de toxinas absorvidas no tubo digestório até o cérebro. Amônia , um subproduto do metabolismo de proteínas, é uma das principais substâncias tóxicas que causam encefalopatia hepática. O fígado normal transforma a amônia em uréia, que é excretada pelos rins. Quando o fígado falha e não pode mais transformar a amônia em uréia , os níveis sanguíneos de amônia se elevam, e a amônia passa para o cérebro. Ácidos graxos de cadeia curta, serotonina, triptofano e falsos neurotransmissores também pode acumular-se no sangue e contribuir para a encefalopatia hepática.


A terapia nutricional baseia-se nos seguintes axiomas nutricionais, relevantes para a doença hepática.


- As alterações no metabolismo energético e no estado nutricional são semelhantes aquelas observadas na inanição.
- A encefalopatia hepática, a sepse e o desgaste muscular ocorrem com balanço nitrogenado negativo, tanto no pré e pós operatório imediato, como ao longo de um ano de transplante.
- A necessidade ocasional de restrição protéica e sódica nesses pacientes conflita com demandas nutricionais.
- As recomendações nutricionais na encefalopatia hepática são de: 25-40 kcal/kg/dia de energia ; 0,5-1,5g/kg/dia de proteína, 60-75% de carboidrato e de 25-30% de lipídeos.
- Se subnutrido, favorecer a ingestão de proteínas vegetais, suplementar AACR (aminoácidos de cadeia ramificada) e restringir AAA (aminoácidos aromáticos) e metionina.
- Suplementar zinco, se houver suspeita de calorias adequadas para prevenir o catabolismo.
Esses pacientes hepatopatas tendem a ser hipercatabólicos e desnutridos, devendo receber uma suplementação nutricional adequada.

Referências Bibliográficas:

Tratado de Alimentação e Nutrição e Dietoterapia, Sandra M. Chemin S. da Silva, Joana D´Arc Pereira Mura, Editora Roca.
Fisiopatologia, Práxis Enfermagem, Editora LAB.

Câncer Gástrico



A patogenia de câncer gástrico é multifatorial. Fatores genéticos e ambientais parecem participar do processo de carcinogênese no estômago. A incidência do câncer gástrico é inversamente proporcional ao status sócio- econômico da população, talvez refletindo fatores sociais, ocupacionais, culturais e dietéticos. Diversos estudos demonstraram associação entre risco de câncer gástrico e ingestão alimentar.
Mudanças no ambiente social, redução da ingestão de sal e aumento do consumo de frutas frescas e vegetais, assim como preservação alimentar com utilização de refrigeradores e congeladores, são consideradas medidas que participam para a diminuição da incidência da temível doença.


O câncer gástrico apresenta algumas evidências como:


- Dispepsia e desconforto epigástrico crônicos relacionados com o crescimento do tumor e destruição da barreira mucosa;
- Perda de peso, anorexia, sensação de plenitude após as refeições, anemia e fadiga;
- Sangue nas fezes por erosão da mucosa gástrica pelo tumor.


Através de radiografias contrastadas com fluoroscopia mostram o tumor ou defeitos de enchimento no contorno do estômago, perda da flexibilidade e distensibilidade, além da mucosa anormal com ou sem ulcerações.
A gastroscopia visualiza a mucosa gástrica, incluindo a presença de lesões para a biopsia. Tomografia computadorizada, radiografias, cintilografia hepática e óssea, além de biopsia hepática, revelam metástases.

Tratamento do Câncer Gástrico

O tratamento do câncer gástrico é eminentemente cirúrgico e consiste na remoção do estômago e das cadeias ganglionares que drenam esse órgão. A intervenção cirúrgica poderá ser de médio porte (gastrectomia parcial) ou grande porte (gastrectomia total).
O paciente submetido á intervenção cirúrgica para tratamento de câncer gástrico sofre perda da sua capacidade de armazenamento de nutrientes, pela remoção parcial ou total do estômago, e alterações na absorção de nutrientes devido á modificação do trânsito intestinal. A médio e longo prazos, as alterações da anatomia do trato digestório podem implicar em conseqüências nutricionais importantes.
A recomendação da terapia nutricional no pós-operatório imediato é iniciar o mais precocemente possível, para manter ou recuperar o estado nutricional dos pacientes. A jejunostomia pode ser adotada ainda no momento da cirurgia para permitir o início da nutrição, preservar a função intestinal e melhorar o processo cicatricial.
A dieta enteral via jejunostomia pode ser iniciada dentro de 24h após a cirurgia, sendo bem tolerada com auxílio de bomba de infusão. Após o retorno dos movimentos peristálticos, a dieta via oral pode ser iniciada com líquidos claros (chá, água- de- coco e caldos vegetais), evoluindo para líquidos completos. Após a oferta de variedade de líquidos pode-se introduzir, de maneira progressiva, alimentos de consistência pastosa, com alto teor protéico, baixo teor de lipídeos e poucos condimentos.
Medidas como eliminação dos carboidratos simples da dieta, aumento gradativo da ingestão alimentar e ingestão alternada de alimentos sólidos e líquidos, são recomendadas para prevenir ou controlar diarréia e síndrome de dumping, comum após gastrectomia total ou subtotal. A nutrição enteral deverá ser introduzida se a presença de sintomatologia, como náuseas, vômitos, diarréia, dor abdominal e saciedade precoce, limitar a aceitação completa da alimentação por via oral, para evitar a perda de tecido magro e instalação de desnutrição. A nutrição parenteral estará indicada áqueles pacientes que apresentarem complicações pós- operatórias e permanecerão impossibilitados de se alimentarem por via oral ou enteral por tempo prolongado, dando-se especial atenção á quantidade total de glicose infundida no paciente, para evitar hiperglicemia.


A indicação da realimentação por via oral deve ser feita de maneira progressiva, sempre respeitando a tolerância do paciente. Recomenda-se observar os critérios relacionados a seguir, de acordo com Kudsk et AL., Baxter e Waitzberg.


- Na fase inicial de recuperação, as refeições devem ser freqüentes e em pequenas quantidades para melhor tolerância e aumento da quantidade de energia oferecida.
- Evitar alimentos com alto teor de fermentação e alta concentração de carboidratos simples (mono e dissacarídeos).
- Dar preferência a alimentos de consistência líquida e evoluir conforme a aceitação do paciente.
- Utilizar moderada quantidade de gordura na dieta (23 a 30% do valor energético total), evitando-se preparações excessivamente gordurosas. Indicar alto teor protéico (20% do valor energético total), preferindo proteína de alto valor biológico (frango, peixe e clara de ovo).
- Caso seja necessário, utilizar suplementos hipercalóricos orais, sempre observando a osmolaridade da dieta e a distribuição ao longo do dia.
- Após a fase inicial, a consistência poderá ser branda nos próximos 15 a 30 dias.
- Após esse período, poderão ser incluídos gradativamente novos alimentos que sejam de fácil digestão.
- Três a seis meses após a cirurgia, a prescrição dietética poderá evoluir para uma dieta equilibrada, individualizada, de acordo com a tolerância do paciente.
- Iniciar, a partir do segundo ou terceiro mês de pós-operatório, a administração de vitamina B12 intra-muscular, para evitar-se o desenvolvimento de anemia perniciosa.
- Se necessário, prescrever vitamina D e outras vitaminas do complexo B, como também cálcio e ferro, para evitar deficiências desses micronutrientes.
- Ingerir líquidos somente 30 a 60min antes ou após as refeições, e não exceder 100 a 200ml de cada vez. Na presença de diarréia, tomar no mínimo 1.200ml de líquido por dia.
- Comer devagar e mastigar bem os alimentos.
- Nunca fazer as refeições na posição horizontal e, após as refeições, permanecer sempre em ângulo de 30 a 45º.
- Não fumar nem ingerir bebidas alcoólicas.

Referências Bibliográficas:

Tratado de Alimentação e Nutrição e Dietoterapia, Sandra M. Chemin S. da Silva, Joana D´Arc Pereira Mura, Editora Roca.
Fisiopatologia, Práxis Enfermagem, Editora LAB.

Pirâmide Alimentar Brasileira: guia para escolha de alimentos

Introdução

Os guias alimentares incluem a promoção de práticas alimentares e estilo de vida saudável, a prevenção e controle de distúrbios nutricionais e de doenças associadas com alimentação e nutrição.
No intuito de garantir uma alimentação equilibrada e saudável, a pirâmide foi a representação gráfica escolhida para dispor os alimentos separados em níveis e agrupados por tipos de nutrientes. Os alimentos dos diferentes grupos foram quantificados em porções.
Entende-se por porção a quantidade de alimento em sua forma usual de consumo, expressa em medidas caseiras (xícaras, fatias etc.), unidades ou na forma de consumo (quatro gomos de laranja, uma fatia de mamão, quatro unidades de biscoito).Essas quantidades foram estabelecidas em função do grupo de alimentos e dos alimentos substitutos, componentes de uma alimentação harmônica, adequada, quantitativa equilibrada, com base na pirâmide alimentar adaptada.
A busca por uma alimentação saudável deve ser entendida como aquela planejada com alimentos de todos os tipos, de procedência conhecidas, de preferência naturais e preparados de forma a preservar o valor nutritivo e os aspectos sensoriais. Os alimentos devem ser qualitativamente e quantitativamente adequados ao hábito alimentar, consumidos em refeições/dia, em ambientes calmos, visando a satisfação das necessidades nutricionais, emocionais e sociais, para a promoção de uma qualidade de vida saudável.

Objetivo

Informar a população sobre as quantidades adequadas de alimentos, e a importância de uma alimentação saudável e equilibrada.

Métodos

Foi realizados uma pesquisa bibliográfica com o tema pirâmide alimentar e educação nutricional.
Os alimentos foram distribuídos na pirâmide na seguinte forma:

- Grupo do arroz, massa, pão, batata e mandioca: 5 porções no mínimo e 9 porções no máximo.
- Grupo das verduras e legumes: 4 porções no mínimo e 5 no máximo.
- Grupo das frutas: 3 porções no mínimo e 5 no máximo.
- Grupo das carnes e ovos: 1 porção no mínimo e 2 no máximo.
- Grupo do leite, queijo e iogurte: 3 porções.
- Grupo dos feijões: 1 porção
- Grupo dos óleos e gorduras: 1 porção no mínimo e 2 no máximo.
- Grupo dos açucares e doces: 1 porção no mínimo e 2 porções no máximo.

As porções são determinadas da seguinte forma:

1 porção de pães, cereais e massas: 1 fatia de pão ou ½ xícara (chá) de cereais (tipo granola) ou ½ xícara (chá) de arroz ou ½ xícara (chá) de macarrão cozido.

1 porção de vegetais: 1 xícara (chá) de folhas cruas ou ½ xícara (chá) de vegetais cozidos.

1 porção de frutas: 1 fruta fresca ou ¾ xícara (chá) de suco (extraído da polpa).

1 porção de carne, feijão e nozes: 1 filé pequeno de carne bovina, peixe ou ave ou 1 ovo ou ½ xícara (chá) de feijão (ou substituto) ou ½ xícara de nozes ou castanhas.

1 porção de leite e derivados: 1 copo de leite ou iogurte ou 2 fatias de queijo (prefira os queijos frescos).

1 porção de gordura: 1 colher (sopa) manteiga, margarina ou maionese.

Ressalta-se o número de porções a serem consumidas dependem de fatores como idade e atividade física. Em função das porções consumidas, o número de calorias pode variar de 1.600 a 2.400 calorias.


Abaixo segue a representação gráfica da piâmide para melhor entendimento:




Dicas Importantes

Com base na pirâmide alimentar, foram definidas algumas recomendações básicas visando complementar a orientação nutricional:

- Escolher uma dieta variada com alimentos de todos os grupos da pirâmide.
- Consumir grãos integrais (arroz,farinha,pães).
- Dar preferência aos vegetais, como frutas, verduras e legumes.
- Consumir alimentos com baixo teor de gordura, dando preferência ás gorduras insaturadas (óleo vegetal e margarina), leite desnatado e carnes magras.
- Usar, com moderação, açúcar, doces, sal e alimentos ricos em sódio.
- Dar preferência aos alimentos em sua forma natural, ás preparações grelhadas, assadas e cozidas em água ou vapor, para garantir melhor valor nutritivo.
- Ler os rótulos dos alimentos industrializados para conhecer o valor nutritivo e escolher melhor o alimento que será consumido.
- Se fizer uso de bebida alcoólica, fazer com moderação.
- Beber no mínimo, de seis a oito copos de água por dia.
- Mudar os hábitos alimentares indesejáveis gradativamente, pois medidas radicais não são recomendadas.
- Considerar sempre o estilo de vida para atingir o peso ideal: planejar a dieta de maneira adequada e fazer atividade física regularmente, com cerca de 30 minutos por dia.

Conclusão

A representação gráfica dos alimentos na forma de pirâmide deve ser dinâmica, considerando-se a especificidade do grupo populacional com o qual se trabalha (crianças, adultos, adolescentes, idosos e outros).
A quantidade de alimentos apresentada nas porções se constitui em importante ferramenta na formulação de dietas e para prática de uma alimentação saudável, apresentando de forma clara os alimentos possibilitando fácil entendimento e aplicação.
É importante que a pirâmide alimentar seja adaptada de acordo com os objetivos a que se destina, respeitando-se a disponibilidade de alimentos e os hábitos alimentares locais, mantendo-se como um guia prático de orientação nutricional.

Bibliografia:

Tratado de alimentação e nutrição, Sandra M. Chemin S. da Silva, Joana D´ Arc Pereira Mura, editora Roca, páginas 174 á 177.

www.emedix.uol.com.br/dia/nut004_1f_piramide_php.

domingo, 29 de novembro de 2009

Insuficiência Renal Crônica, Diabetes & Hipertensão arterial



Insuficiência renal crônica


Em geral, o resultado final de destruição de tecido e perda de função renal gradativas
Pode também resultar de uma doença de início súbito e progressão rápida
Poucos sintomas ocorrem até que restem menos de 25% da filtração glomerular
O parênquima normal se perde com rapidez
Os sintomas se acentuam com a diminuição da função renal
A doença é fatal sem tratamento
Diálise ou um transplante renal podem manter a vida

Causas

Doença glomerular
Infecção crônica
Anomalias congênitas
Doença vascular
Obstrução

Como ocorre

Em geral progride em quatro estágios: insuficiência renal leve, moderada, grave e terminal
A lesão dos néfrons é progressiva
Os rins mantém a função relativamente normal até a perda de cerca de 75% dos néfrons
A excreção compensatória continua com a diminuição da taxa de filtração glomerular
A urina pode conter quantidades anormais de proteínas, hemácias e leucócitos ou cilindros
Os níveis de creatinina aumentam sem ajuste regulatório
Lesão intersticial tubular é provoca por tóxicos ou por isquemia, como na necrose tubular aguda
As alterações estruturais desencadeiam uma resposta inflamatória
Com a evolução, os néfrons saudáveis são tão sobrecarregados que ficam escleróticos, rígidos e necróticos.

Conseqüências extra-renais

Hipertensão arterial
Ruídos cardíacos irregulares e abafados
Estertores bilaterais nas bases dos pulmões
Edema periférico
Redução da atividade dos macrófagos

Diminuição dos ruídos respiratórios
Respiração de Kussmaul
Mucosa digestória inflamada e ulcerada
Estomatite
Hálito urêmico
Pancreatite na insuficiência renal terminal
Desnutrição

Sinais e sintomas básicos

Hipervolemia
Uremia
Dor muscular e óssea, fraturas
Neuropatia periférica, alteração do estado mental
Boca seca, fadiga, náuseas, hipotensão arterial
Contraturas musculares
Irritabilidade cardíaca
Trombocitopenia
Pele amarelo-bronzeada
Infertilidade
Diminuição da libido
Amenorréia

Complicações

Anemia
Neuropatia periférica
Complicações cardiopulmonares
Complicações gastrintestinais
Disfunção sexual
Defeitos esqueléticos
Parestesias
Fraturas patológicas
Disfunção nervosa motora

Diagnóstico

Diminuição do ph e do bicarbonato arterial
Níveis baixos de hemoglobina e hematrócito
Diminuição da sobrevida de hemácias
Trombocitopenia discreta
Defeitos plaquetários
Níveis plasmáticos elevados de uréia , creatinina, sódio e potássio
a biopsia renal revela a doença subjacente

Tratamento

Tratamento dietético: A terapia nutricional no tratamento conservador visa o seguinte: atenuar as manifestações clínicas da síndrome urêmica, principalmente os sintomas gastrintestinais; auxiliar no tratamento das complicações metabólicas conseqüentes da redução da taxa de filtração glomerular, como hipertensão arterial, hiperfosfatemia, hipercalemia, acidose metabólica e resistência á insulina; lentificar o ritmo de progressão da DRC; previnir ou retardar o desenvolvimento de doenças cardiovascularese, com terapia nutricional, manter e/ou recuperar o estado nutricional.
A redução dos alimentos fontes de proteína constitui a principal manipulação dietética utilizada para atender a maioria dos objetivos citados. Os benefícios da diminuição de proteínas da dieta sobre a sintomatologia urêmica já são conhecidos há mais de meio século.
Tratamento medicamentoso
Suplementos de ferro e folato
Transfusões de hemácias
Estrogênios conjugados
Diálise
Pericardiocentese de emergência
Cirurgia para tamponamento cardíaco
Diálise peritoneal ou hemodiálise
Transplante renal




Diabetes Melito

Distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia resultante de falta de insulina ou de falta de efeito da insulina
Três tipos gerais: tipo 1, tipo 2 e diabetes gestacional
O tipo 1 ocorre antes dos 30 anos de idade
O tipo 2 ocorre em adultos obesos após 40 anos de idade

Causas

A etiologia do diabetes do tipo 1 e do tipo 2 é desconhecida
Fatores genéticos podem ter um papel no aparecimento da doença
Doença auto- imune e infecções virais podem ser fatores de risco para o tipo 1
Obesidade
Estresse fisiológico e emocional
A gravidez provoca ganho de peso e aumento dos níveis de hormônios que se antagonizam com a insulina
Alguns medicamentos se antagonizam com os efeitos da insulina

Como ocorre

Tipo 1
Um evento desencadeante em uma pessoa suscetível provoca a produção de auto- anticorpos contra as células beta do pâncreas
Diminuição e carência de secreção de insulina
A deficiência de insulina causa hiperglicemia, lipólise e catabolismo de proteínas
Características ocorrem quando mais de 90% das células beta foram destruídas
Tipo 2
Secreção deficiente de insulina, produção diminuída de glicose no fígado ou insensibilidade dos receptores da insulina
Fatores genéticos são significativos
Inicio acelerado por obesidade e por vida sedentária
Gestacional
Mulher sem diagnóstico anterior de diabetes mostra intolerância á glicose durante a gravidez
Pode ocorrer se hormônios placentários se antagonizam com a insulina
Fator de risco para ocorrência futura de diabetes melito do tipo 2

Sinais e sintomas básicos

Poliúria e polidipsia
Anorexia ou polifagia
Cefaléias, fadiga, letargia, redução dos níveis de energia
Cãibras, irritabilidade, labilidade emocional
Alterações da visão
Insensibilidade e formigamento

Complicações

Cetoacidose e coma hiperosmolar
Doenças cardiovasculares
Doença vascular periférica
Retinopatia
Nefropatia


Diagnóstico

Em homens adultos e mulheres não grávidas

Nível de glicose plasmática em jejum de 126mg/dl ou mais em pelo menos duas ocasiões
Documentação mostrando sintomas típicos de diabetes melito não-contolado
Dosagem de glicose plasmática aleatória de 200mg/dl ou mais
Níveis de glicose plasmática de 200mg/dl ou mais 2 horas após a ingestão de 75g de dextrose
Pesquisa de cetonas no exame de urina e a dosagem de hemoglobina glicosilada

Tratamento

Tipo 1
Reposição de insulina
Planejamento de refeições individualizadas
Exercícios


Tipo 2
Antidiabéticos orais
Planejamento de refeições individualizadas
Manutenção do peso corporal adequado
Gestacional
Dieta individualizada
Injeções de insulina, se necessário
Aconselhamento pós-parto, exercícios regulares, prevenção de ganho de peso


Hipertensão arterial

Elevação da pressão arterial diastólica ou sitólica
Dois tipos: essencial e secundária
Causa importante de acidente vascular encefálico, doença cardíaca e insuficiência renal
O risco aumenta com a idade; é maior em negros do que em brancos

Causas

Hipertensão primária


Apnéia do sono
Diabetes melito
Raça
Fumo
Consumo excessivo de álcool
Obesidade


Hipertensão secundária



Coarctação da aorta
Estenose de artéria renal
Doença parenquimatosa renal
Traumatismo craniano
Gravidez
Anticoncepcionais orais



Como ocorre

Hipertensão primária



Aumento da resistência vascular periférica por fatores que aumentam a viscosidade do sangue ou diminuem o lúmen das artérias
Alterações no leito arteriolar provocam aumento da resistência vascular periférica
Aumento de volume sanguíneo resultante de disfunção renal ou hormonal
Espessamento das arteríolas causado por fatores genéticos
Liberação anormal de renina, resultando em formação de angiotensina II
Aumento de carga de trabalho cardíaca, porque aumenta a resistência á ejeção ventricular esquerda
Hipertrofia do ventrículo esquerdo, elevando o trabalho e as necessidades de oxigênio do miocárdio
Dano vascular, provocando aterosclerose acelerada e lesão de órgãos


Hipertensão secundária



Lesão renal por doença renal crônica interfere com sistemas, provocando aumento da pressão arterial
Aldosteronismo primário
Feocromocitoma aumenta a pressão arterial


Sinais e sintomas básicos

Com freqüência assintomática
Cefaléia occipital
Náuseas e vômitos
Epistaxe
Tonteiras
Sopros



Complicações

Crise hipertensiva
Doença arterial periférica
Aneurisma dissecante da aorta
Infarto do miocárdio
Insuficiência cardíaca

Diagnóstico

Medidas seriadas da pressão arterial
Exame de urina
Elevação da uréia e da creatinina no sangue
Hipocalemia
Policitemia

Tratamento

Hipertensão primária



Perda de peso
Restrição de sal na dieta
Atividade física
Moderação no consumo de álcool
Plano de alimentação DASH ( medidas dietéticas para evitar hipertensão )
Diuréticos tiazídicos
Anti-hipertensivos
Bloqueadores beta-adrenérgicos
Bloqueadores do canal de cálcio


Hipertensão secundária



Administração parenteral de um vasodilatador ou inibidor adrenérgico.

Modificação do estilo de vida no controle da hipertensão

Redução do peso corporal – Manter o peso corporal na faixa de índice de massa corporal entre 18,5-24,9Kgm2.
Adoção do plano alimentar - Consumo de dieta rica em frutas, vegetais e baixo conteúdo de gordura total saturada
Redução dietética de sódio – Redução da ingestão diária de sódio dietético para não mais do que 100mEq ( 2,4g de sódio ou 6g de cloreto de sódio )
Atividade física – Prática regular de atividade física aeróbica por 30min na maioria dos dias da semana
Moderação no consumo de bebidas alcoólicas – Limitar o consumo diário para 30 ml de etanol para homens e 15 ml para mulheres.

Referências Bibliográficas:

Tratado de Alimentação e Nutrição e Dietoterapia, Sandra M. Chemin S. da Silva, Joana D´Arc Pereira Mura, Editora Roca.
Fisiopatologia, Práxis Enfermagem, Editora LAB.